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Autismo e Terapia Ocupacional

por Aline Sampaio, Terapeuta Ocupacional do CEDIN - CREFITO - 8/20381 -TO

A Terapia Ocupacional é uma profissão da Área da Saúde e Sociais, focada na ocupação humana, a qual consiste nas áreas de desempenho que são as Atividades de Vida Diária (AVD), Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD), lazer, sono/descanso, educação, participação social, trabalho e o brincar. O processo da Terapia Ocupacional envolve a avaliação do cliente a fim de identificar as habilidades de desempenho, que são apresentadas pelo cliente (ex.: imitação); alterações em suas funções e limitações que impedem a execução de suas ocupações, sendo que essas limitações podem ser devido a questões neurológicas, físicas, psicológicas e/ou socias. Sendo assim, o profissional trabalha com a prevenção, habilitação, reabilitação e tratamento, buscando a promoção das habilidades para que o cliente adquira independência e autonomia com qualidade de vida.


A atuação do terapeuta ocupacional no Autismo

A Terapia Ocupacional no Autismo visa a promoção do desenvolvimento das habilidades de desempenho. Como na infância as principais ocupações são as Atividades de Vida Diária (AVD), brincar e as atividades escolares, é através delas que se dá a promoção do desenvolvimento. Portanto, a partir da interação com o mundo e as experiências vividas, a criança tem possibilidade de aprender. Como o brincar é a ocupação principal, o terapeuta ocupacional usa as brincadeiras como recurso terapêutico para alcançar os principais objetivos que são identificados a partir da avaliação e da conversa com os pais e a escola. Algumas funções trabalhadas durante o atendimento da Terapia Ocupacional são as habilidades de vida diária (ex.: ir ao banheiro, arrumar o cabelo, colocar o sapato, escovar os dentes); as habilidades motoras (ex.: subir e descer escadas com equilíbrio, pular com os dois pés, jogar e segurar a bola com as duas mãos); habilidades motoras finas (ex.: a habilidade grafomotora,  que consiste em segurar o lápis em preensão e escrever/desenhar com independência); consciência corporal; relações sociais; brincar funcional, etc. Portanto, o objetivo é buscar o desenvolvimento esperado para a idade da criança, através dessas habilidades, para que ela tenha autonomia e independência. O trabalho do Terapeuta Ocupacional tem como objetivo, auxiliar também as pessoas que estão presentes na vida da criança, como a família, professores e acompanhantes terapêuticos. As estratégias podem ser utilizadas na casa da criança, com o objetivo de minimizar as dificuldades que ela enfrenta no dia-a-dia, melhorando a qualidade de vida não só da criança, mas da família toda.

 Referência:
CREFITO 9. O papel do terapeuta ocupacional no tratamento do Autismo. Cuiabá, Mato Grosso, 16 de Setembro 2016. Acesso: 18 abr 2019. Disponível em: <http://www.crefito9.org.br/imprime.php?cid=1064&sid=320>.
 
 
 

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