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Como estimular as crianças na quarentena.

Escrito por: 
Patricia Fernandes
Terapeuta Ocupacional - CREFITO 8/20745-TO





Com a quarentena e as crianças em casa, os desafios de manter a rotina e a constância nas estimulações necessárias para o desenvolvimento são ainda maiores.  Por mais que sintam falta da rotina de escola, terapias, atividades extracurriculares, quando estão em casa e se veem na necessidade de cumprir as obrigações, as tarefas passam a ser cansativas e sem motivação. Isso acontece porque a criança tende a entender o ambiente domiciliar como um local de descanso e brincadeiras e, no máximo, de tarefas escolares. 

O que fazer então para melhorar isso?

1. Crie uma rotina:

A continuidade da rotina é muito importante para que tanto os pais quanto a criança consigam realizar aquilo que é esperado. É importante lembrar que torná-la parte do processo a faz se sentir útil e importante, por isso a criação da rotina pode e deve ser feita em conjunto com a criança. E isso pode ser feito de diversas maneiras:

⦁ Para crianças que já sabem ler: usar uma agenda definindo horários para tudo (acordar, tarefas escolares, tarefas de terapia, brincadeiras, tempo de televisão e celular, tomar banho, comer, dormir, etc.) ou até mesmo um quadro de rotinas que fique visível, escrevendo todos os afazeres do dia, também de acordo com os horários. Separar por cores as atividades iguais, ajuda a facilitar
          Ex: 



⦁ Para crianças que não sabem ler: fazer um quadro visual com imagens, separado por dias (segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo), e as imagens posicionadas de acordo com a ordem a ser feita no dia (de cima para baixo).
 Ex: 



É importante considerar que determinadas atividades exigem muito da criança, e por isso, pode ser que ela precise estar motivada na mesma intensidade. Nesse momento, realizar combinados pode ser uma alternativa.

2. Faça combinados com a criança:

Tanto crianças típicas quanto atípicas, compreendem muito bem combinados e isso, geralmente, auxilia no momento de realizar tarefas que são mais complexas. 

Por exemplo: “Primeiro você faz a tarefa de casa, depois você pode brincar”.  A recompensa por fazer algo difícil, deve ser algo que a deixe realmente interessada e motivada em desempenhar a atividade proposta. Não necessariamente a recompensa precisa ser algo material, como brinquedos. Um passeio de carro, uma volta pela rua, assistir a um filme com a família, ajudar a fazer o almoço, são exemplos de atividades que podem ajudar na hora da criança cumprir os combinados.

3.  Brincar também é aprender!

Nesse período em que a criança está em casa, temos a tendência de achar que se ela está brincando a maior parte do seu dia, não está adquirindo aprendizados. Na verdade, o brincar é justamente considerado a principal ocupação da criança, é quando ela aprende novas habilidades, explora o meio, descobre novas emoções, experimenta relações sociais e elabora sua autonomia. Habilidades de linguagem e motoras também são desenvolvidas através das brincadeiras. 

Entendemos que conduzir as brincadeiras para algum objetivo terapêutico seja fundamental, mas também precisamos levar em consideração as brincadeiras livres. São essas que permitem que as crianças estimulem o máximo de suas capacidades cognitivas e motoras. Atividades lúdicas, por exemplo, estimulam a socialização entre pares, e potencializam a criatividade e autonomia. Com jogos, elas aprendem a respeito de regras, a aumentar a sua tolerância frente as frustrações, esperar sua vez e estimulam o pensamento lógico. 

É preciso avaliar cada situação e permitir que a criança também tenha os momentos de brincadeiras livres.

4. Permita que ela faça o que consegue fazer:

Ao realizar Atividades de Vida Diária (AVD), como lavar a louça, arrumar a mesa, varrer o chão, passar pano nos móveis, dar água para as plantas, é importante incluir as crianças nelas. Por mais simples que possa parecer a atividade, quando ela participa ajudando ativamente, acaba potencializando suas capacidades. 

Observe se a criança consegue de fato desempenhar de forma independente a atividade (em segurança) e se sim, deixe que ela faça. É importante esclarecer que quando falamos “independente” não queremos dizer que precisa ser impecável, apenas que fez sem ajuda. Se ao final você perceber necessidade, pode auxiliar. Por exemplo: peça ao seu filho (se estiver de acordo com a idade dele) que arrume a própria cama – dobrar/ guardar/ estender o cobertor, organizar o lençol e travesseiro. Observe como ele vai resolver isso (lembre que talvez nesses momentos, os combinados sejam importantes). Esse processo de aprendizado é fundamental para desenvolver a confiança, a criatividade e a resolução de problemas.

5. Dicas de brincadeiras/ atividades que ajudam no desenvolvimento:


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