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A Fonoaudiologia e seu papel no tratamento de TEA

Escrito por: 
Isabela Caccere
Fonoaudióloga 





A Fonoaudiologia consiste na ciência que tem, por objeto, o estudo da comunicação e seus distúrbios. Para tanto, focaliza os processos e aspectos participantes das ações do organismo em ambiente que requeira a comunicação, quais sejam, a linguagem oral e escrita, a articulação dos sons da fala, a voz, a fluência da fala e a audição. (Lei 6965/1981)

Atua desde o nascimento dos bebês, realizando o teste da orelhinha, auxiliando a mãe no processo de amamentação, promovendo atividades que favoreçam a aprendizagem, cuidando da comunicação na prevenção e no tratamento, diminuindo risco à saúde auditiva dos trabalhadores, devolvendo qualidade de vida aos pacientes vítimas de acidentes e doenças e assistindo a pessoa idosa por meio de prevenção, diagnóstico e reabilitação.
Qual a contribuição do fonoaudiólogo nas crianças TEA?

Devido a dificuldade em comunicar-se com o outro que a criança TEA apresenta, o fonoaudiólogo pode atuar já no primeiro ano de vida, antes mesmo do surgimento da fala da criança, quando forem encontradas dificuldades nos comportamentos comunicativos dessa criança, no processo de interação entre ela e o adulto. Esses comportamentos são considerados precursores da linguagem e sinais de habilidades funcionais para compartilhar a atenção e reconhecer a outra pessoa como ouvinte. 

É possível trabalhar a comunicação não vocal como principal forma de expressar-se até que a criança adquira a possibilidade de se comunicar predominantemente pelo meio vocal. A partir daí, o fonoaudiólogo é responsável pela produção dos fonemas de maneira adequada para produção da fala. 

Durante o período escolar, esse público pode encontrar dificuldade escolares, que também serão trabalhadas em âmbito fonoaudiológico, como as dificuldades de aprendizagem, alterações na atenção, fluência da fala, alterações do processamento auditivo, dificuldades na leitura e na escrita, entre outras. 
Meu filho(a) não fala, é possível que ele faça fonoterapia?

Sim! O fonoaudiólogo não atua somente com a habilidade de produção da fala, mas também com a comunicação não verbal, aquela que não necessita da fala para expressar-se, como por exemplo o apontar, o reconhecimento do outro como ouvinte ou o uso de figuras e imagens para se comunicar. 

Além disso, é possível atuar quanto às demandas de motricidade orofacial, trabalhando de forma lúdica a adequação da respiração e da função dos músculos da face e língua,  diretamente envolvidos na produção de fonemas pela criança e na habilidade de reprodução de expressões faciais. 

Portanto, a necessidade ou não de intervenção fonoaudiológica deve ser avaliada excepcionalmente por um fonoaudiólogo, que deve ser procurado pelo responsável preferencialmente de forma precoce para um melhor prognóstico.

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