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O que fazer, quando não sei mais o que fazer?

Escrito por:
Aline Maran Brotto
Psicóloga - CRP 08/26004
Especialista em Neuropsicologia.



O que fazer quando todas as brincadeiras se esgotaram? Ou quando nada mais parece ter graça, ou ser motivador o suficiente para as crianças?!

Em tempos de pandemia, é muito importante que as crianças tenham um cronograma e rotina, justamente para não extinguir o fôlego de brincar ou realizar atividades. Não é à toa que ter hora para fazer uma atividade, brincar, comer, dormir, levantar, entre outras coisas, faz com que possamos dividir esse leque de coisas “a fazer” em um espaço de tempo diário. Algumas atividades são mais divertidas, outras, mais complexas, mas que podem ser feitas no mesmo dia. 

Realizado um cronograma e o colocando em prática, passam-se quase dois meses de quarentena... e o que era muito motivador e divertido, acaba não sendo tanto assim. Então, o que fazer, quando nem o que era divertido desperta interesse nos pequenos?

Bem, enquanto adultos, não é tão diferente entender que fazer sempre as mesmas coisas pode vir a se tornar, de alguma maneira, entediante. 

Apesar de quase não haver mais criatividade para brincadeiras, dicas como: fazer brincadeiras e atividades em lugares diferentes da casa; reservar um determinado lugar só para uma atividade específica; inserir a criança nas atividades da casa e realizar brincadeiras que possam ter descarga de tensão, como pular corda, correr, pega-pega, amarelinha são importantes. Imagine uma criança cheia de energia e não sabendo como administrar isso? Provavelmente vai virar a casa de cabeça para baixo, e com isso, deixar todos a sua volta sem saber o que fazer ao certo.

Mas, como colocar a criança para fazer atividades de casa?! Bem, limpar a mesa com ajuda física, seja total ou parcial; buscar um pano; varrer o chão do seu jeito, são exemplos. Quando é pontuado que as crianças ajudem em casa, não se está pedindo que façam perfeitamente bem, está se propondo que realizem uma atividade da forma que consigam fazer, e se precisar de ajuda, o adulto estará ali para isso. 

Mas, e no autismo, como isso acontece?!

Havendo a rotina, cronograma, atividades já especificadas, pensaremos em adaptações!

Talvez a criança consiga brincar de amarelinha, ou talvez adaptemos, para que seja menor (leve menos tempo, e em vez de pular com um pé só, pulará com os dois pés juntos sempre, ou andando...) existem muitas maneiras de adaptar, e apenas quem conhece a criança saberá entender o que precisa e como precisa ser adaptado!

As adaptações não substituem a ajuda de alguém, pois a criança pode gostar de fazer tal brincadeira, mas não consegue sozinha. Neste caso, em vez de adaptar toda a brincadeira, iremos dar ajuda!

Adultos e crianças podem se esgotar, ficar cansados emocionalmente, ou utilizar os recursos virtuais e dormir mais do que o necessário. Mas ainda não sabemos até quando a pandemia irá durar. Então, tentar condicionar-nos para viver um dia de cada vez, não se esquecendo do cuidado e segurança, e seguindo essas ou outras dicas para o bem-estar, podem te ajudar!
Referências

Maia Filho, A. L. M., Nogueira, L. A. N. M., Silva, K. C. O., Santiago, R. F. (2016) Importância da família no cuidado da criança autista. Rev. Saúde em Foco, Teresina, v. 3, n. 1, jan./jun. Disponível em: http://189.43.21.151/ revista/index .php/saudee mfoco/ article/view/719 Acesso em 11 mai. 2020

Zwielewski, G., Oltramari, G., Santos, A. R. S., Nicolazzi, E. M. S., Moura, J. A., Sant’Ana, V. L. P., Schlindwein-Zanini, R., Cruz, R. M. (2020) Protocolos para tratamento psicológico em pandemias: as demandas em saúde mental produzidas pela COVID-19.  Revista Debates in Psychiatry. Disponível em: http://www.hu.ufsc.br/setores/neuropsicologia/wp-content/ uploads/sites/25/2015/02/Protocolos-psic-em-pandemias-covid-final.pdf. Acesso em 11 mai. 2020
 

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