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Acompanhamento Terapêutico, Autismo e Inclusão Escolar

Acompanhamento Terapêutico, Autismo e Inclusão Escolar
ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO, AUTISMO E INCLUSÃO ESCOLAR
Por Jessica Rodrigues - Psicóloga do CEDIN (CRP 08/23688)
 
O acompanhamento terapêutico escolar apresenta-se como uma importante ferramenta para a inclusão e para o processo de subjetivação de crianças com autismo.
 
De acordo com o parágrafo único do art. 3.º da Lei 12.764/12 em casos de comprovada necessidade de apoio às atividades de comunicação, interação social, locomoção, alimentação e cuidados pessoais, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2o, terá direito a acompanhante especializado.
 
A ideia é que o profissional especializado seja um coadjuvante, dando suporte necessário para que os objetivos escolares sejam alcançados e para que o aluno alcance a independência dentro da sala de aula e em todos os ambientes que a escola compõe.
Com supervisão profissional, articulação com a equipe terapêutica e parceria com a família, o acompanhante terapêutico (AT) pode ajudar no desenvolvimento da vida social e no auxílio da generalização de aprendizado do educando.
 
O AT terá objetivos de trabalho definidos de acordo com as necessidades de desenvolvimento do aluno, que podem estar relacionados a comportamentos sociais, comunicação, independência nas demandas escolares, diminuição de comportamentos barreiras, desenvolvimento de brincadeiras funcionais, etc.
 
O trabalho do acompanhante terapêutico escolar se situa na “fronteira” (Marsico, 2013) entre a criança e a escola, a criança e a família, a criança e seus pares etc. Nesse sentido, esse profissional assume a possibilidade de realizar a articulação entre os diferentes espaços onde a criança vive e ampliar suas oportunidades de sucesso e desenvolvimento, bem como efetivação da inclusão escolar.
 
 
 
Lei 12.764/12http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
Marsico, G. (2013). Moving between the social spaces: conditions for boundaries crossing. In G. Marsico, K. Komatsu, & A. Iannaccone (Eds.), Crossing boundaries: intercontextual dynamics between family and school (pp. 361-374). Charlotte, N.C.: Information Age. « Voltar